O que são ações? Entenda por que elas são a base de todos os investimentos na Bolsa

Investidora analisando ações e gráficos do mercado financeiro em escritório com vista para grandes empresas
Fonte: acervo “Paciência&Prosperidade”

Para entender o que são ações, pense primeiro nas grandes empresas que você provavelmente já conhece, como Petrobras, Itaú, Banco do Brasil, Vale, WEG ou Ambev.

Mas talvez nunca tenha parado para pensar em uma pergunta extremamente simples:

Como essas empresas conseguem captar bilhões de reais para crescer, construir fábricas, desenvolver novos produtos e expandir seus negócios?

Uma das respostas está nas ações.

Ao contrário do que muita gente imagina, comprar uma ação não significa adquirir um código exibido na tela do computador ou um simples ativo financeiro negociado na Bolsa.

Quando você compra uma ação, torna-se proprietário de uma pequena parte de uma empresa real.

Essa empresa possui funcionários, clientes, fábricas, equipamentos, marcas, produtos, dívidas, receitas e lucros.

Em outras palavras, ela existe independentemente das oscilações diárias do mercado.

Essa mudança de perspectiva é fundamental.

Quem enxerga uma ação apenas como um número que sobe e desce tende a tomar decisões baseadas na emoção.

Quem entende que está comprando participação em um negócio passa a investir de forma muito mais racional.

Neste artigo, você aprenderá o que são ações, como elas surgiram, por que existem, como funcionam as negociações na Bolsa de Valores e por que esse tipo de investimento representa o ponto de partida para praticamente tudo o que acontece no mercado financeiro.

Ao final da leitura, você compreenderá por que tantos investidores de longo prazo concentram seus estudos justamente nas empresas antes de pensar em preços, gráficos ou indicadores.

Table of Contents

📘 Quer aprofundar seus conhecimentos sobre ações e opções?

O Paciência & Prosperidade está avaliando o lançamento de um curso inteiramente escrito e ilustrado, com explicações acessíveis e exemplos práticos sobre o mercado financeiro.

Conheça a proposta e cadastre seu interesse, sem compromisso.

O que realmente significa comprar uma ação?

Lista de ações de empresas brasileiras negociadas na Bolsa de Valores
Fonte: acervo “Investidor10”

Imagine que um amigo decida abrir uma pequena cafeteria.

Depois de fazer as contas, ele conclui que precisará de R$ 500 mil para transformar seu projeto em realidade.

Como conseguir esse dinheiro?

Uma possibilidade seria fazer um empréstimo bancário.

Outra seria procurar investidores dispostos a se tornarem sócios do negócio.

Agora imagine que você resolva investir R$ 50 mil nesse projeto.

Em troca, passa a ser dono de 10% da empresa.

A partir desse momento, se a cafeteria crescer, aumentar seus lucros e se valorizar, sua participação também valerá mais.

É exatamente esse raciocínio que existe por trás das ações.

Quando uma empresa divide seu capital em milhares ou milhões de pequenas partes e vende essas participações aos investidores, cada uma dessas partes recebe o nome de ação.

Quem compra uma ação torna-se acionista.

Ou seja, passa a ser proprietário de uma pequena fração daquela empresa.

Naturalmente, quanto maior o número de ações adquiridas, maior será sua participação no negócio.

Embora a maioria dos pequenos investidores possua apenas uma parcela muito reduzida das empresas listadas na Bolsa, isso não altera a essência do investimento.

Independentemente da quantidade adquirida, você deixa de ser apenas um observador do mercado para se tornar sócio de uma companhia.

Essa talvez seja a mudança de mentalidade mais importante para quem está começando.

Você não compra um papel. Compra uma participação em um negócio.

Existe uma ideia bastante difundida de que investir em ações significa “comprar papéis”.

Essa expressão ficou famosa quando as ações ainda eram representadas por certificados impressos.

Hoje isso não existe mais.

As negociações são totalmente eletrônicas.

Mesmo assim, a expressão continua sendo utilizada.

Embora seja popular, ela pode transmitir uma impressão equivocada.

Uma ação não é apenas um registro eletrônico.

Ela representa participação em um negócio real.

Quando você compra ações de uma empresa do setor bancário, passa a ser sócio de uma instituição financeira.

Ao adquirir ações de uma empresa de energia, torna-se coproprietário de uma companhia que produz e distribui eletricidade.

O mesmo acontece com empresas de mineração, saneamento, seguros, logística, tecnologia ou qualquer outro segmento.

Essa diferença parece apenas semântica.

Mas ela muda completamente a maneira de investir.

Quem compra apenas um “papel” costuma acompanhar diariamente pequenas oscilações de preço.

Quem compra participação em uma empresa passa a prestar atenção em fatores muito mais importantes.

Perguntas como estas começam a fazer sentido:

  • A empresa continua crescendo?
  • Os lucros permanecem consistentes?
  • Ela possui vantagens competitivas?
  • O endividamento está sob controle?
  • O negócio ainda faz sentido para os próximos anos?

Perceba como essas perguntas se aproximam muito mais do comportamento de um empresário do que de um especulador.

E isso não é coincidência.

Os investidores que constroem patrimônio de forma consistente costumam enxergar suas ações exatamente dessa maneira: como participação em empresas capazes de gerar riqueza ao longo do tempo.

Na prática

Imagine duas pessoas comprando exatamente a mesma ação.

O primeiro investidor olha para a tela do computador a cada cinco minutos.

Se o preço sobe, sente euforia.

Se cai, entra em desespero.

O segundo investidor também acompanha o mercado, mas faz uma pergunta diferente:

“A empresa continua sendo um bom negócio?”

Enquanto os fundamentos permanecerem sólidos, pequenas oscilações de preço deixam de ser motivo para decisões impulsivas.

É justamente essa mudança de perspectiva que separa o investimento consciente da simples especulação.

Uma ação não representa apenas um investimento financeiro.

Ela representa uma pequena participação em uma empresa real, que produz bens, presta serviços, emprega pessoas, gera receitas, obtém lucros e cria valor para seus acionistas.

Quanto mais cedo o investidor compreender isso, mais consistente tende a se tornar sua forma de investir.

Aviso importante

Este conteúdo tem finalidade exclusivamente educacional e informativa.

Ele não constitui recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros.

Antes de investir, faça sua própria análise e, se necessário, consulte um profissional habilitado.

Por que uma empresa decide vender parte dela?

Depois de entender que uma ação representa uma pequena participação em uma empresa, surge uma pergunta bastante natural:

Se uma empresa foi criada por seus fundadores, por que eles aceitariam dividir sua propriedade com milhares de investidores?

A resposta está no crescimento.

Toda empresa chega a um momento em que precisa de recursos para continuar se desenvolvendo.

Ela pode querer construir uma nova fábrica, abrir filiais, investir em tecnologia, comprar outra empresa, expandir suas operações para novos mercados ou aumentar sua capacidade de produção.

Tudo isso exige dinheiro.

Muito dinheiro.

Nesse momento, os administradores normalmente possuem algumas alternativas.

A primeira é utilizar apenas os lucros acumulados pela própria empresa.

Embora seja uma solução segura, muitas vezes ela não gera recursos suficientes para financiar grandes projetos.

Outra possibilidade é recorrer a empréstimos bancários ou emitir títulos de dívida.

Essa alternativa permite captar recursos rapidamente, mas traz uma consequência importante: a empresa passa a assumir uma obrigação financeira que precisará ser paga, acrescida de juros.

Existe ainda uma terceira alternativa.

Em vez de aumentar suas dívidas, a empresa pode vender uma pequena parte de si mesma para investidores.

É exatamente nesse momento que entram as ações.

Ao vender parte do seu capital, a empresa recebe recursos para investir no próprio crescimento, enquanto os investidores passam a compartilhar dos resultados futuros daquele negócio.

É uma relação em que ambos podem se beneficiar.

A empresa obtém os recursos necessários para crescer.

Os acionistas passam a participar da evolução desse crescimento.

Abrir capital não significa perder o controle da empresa

Uma dúvida bastante comum entre iniciantes é imaginar que, ao vender ações, os fundadores deixam automaticamente de controlar a empresa.

Na maioria dos casos, isso não acontece.

Quando uma companhia decide abrir seu capital, normalmente apenas uma parcela das ações é disponibilizada ao mercado.

Os controladores permanecem com uma participação suficiente para continuar conduzindo o negócio.

Em outras palavras, abrir capital significa compartilhar parte da propriedade da empresa, e não necessariamente abrir mão de sua administração.

Dependendo da estrutura societária, os fundadores continuam responsáveis pelas decisões estratégicas, enquanto milhares de investidores passam a participar economicamente do sucesso da companhia.

Essa característica permite que empresas cresçam sem que seus criadores precisem abandonar o projeto que construíram.

O IPO: quando uma empresa chega à Bolsa de Valores

Chega um momento em que algumas empresas decidem dar um passo ainda maior.

Em vez de buscar recursos apenas junto a alguns investidores privados, elas resolvem oferecer suas ações ao público em geral.

Esse processo recebe o nome de IPO, sigla para “Initial Public Offering”, ou Oferta Pública Inicial de Ações.

É por meio do IPO que uma empresa passa a integrar a Bolsa de Valores.

Até esse momento, suas ações pertencem apenas aos sócios originais e, eventualmente, a investidores privados.

Depois do IPO, qualquer investidor pode comprar uma pequena participação naquela empresa por meio da Bolsa.

Naturalmente, abrir capital não é um processo simples.

A companhia precisa atender a diversas exigências legais, contábeis e regulatórias, além de fornecer informações periódicas ao mercado, garantindo maior transparência para seus acionistas.

Essa transparência é uma das razões pelas quais empresas listadas costumam divulgar regularmente seus resultados financeiros.

É justamente essa disponibilidade de informações que torna possível realizar uma Análise Fundamentalista, tema abordado no segundo artigo desta série.

Na prática

Imagine uma empresa familiar que fabrica equipamentos agrícolas.

Durante muitos anos, ela cresceu utilizando apenas os recursos gerados pelo próprio negócio.

Depois de conquistar uma posição sólida no mercado nacional, surge uma oportunidade de expandir suas operações para outros países.

Para isso, serão necessárias centenas de milhões de reais.

Os sócios analisam as alternativas.

Poderiam assumir uma grande dívida junto aos bancos.

Ou poderiam abrir o capital da empresa, captar recursos diretamente com investidores e utilizar esse dinheiro para financiar sua expansão.

Caso essa estratégia seja bem executada, a empresa cresce, aumenta seus lucros e, consequentemente, pode gerar mais valor para todos os seus acionistas.

Esse exemplo mostra que o objetivo de um IPO não é simplesmente colocar ações à venda.

Seu verdadeiro propósito é criar condições para que empresas consigam crescer de forma sustentável.

Mercado primário e mercado secundário: para onde vai o dinheiro?

Existe um detalhe importante que costuma gerar bastante confusão.

Quando você compra uma ação na Bolsa de Valores, o dinheiro nem sempre vai para a empresa.

Na verdade, isso depende do momento da negociação.

Mercado primário

No IPO, ou em novas emissões de ações, o dinheiro pago pelos investidores vai diretamente para a empresa.

Esses recursos são utilizados para financiar projetos, investimentos, expansão ou fortalecimento do negócio.

É nesse momento que a companhia efetivamente capta novos recursos.

Mercado secundário

Depois que as ações começam a ser negociadas diariamente na Bolsa, a dinâmica muda.

Quando um investidor compra ações de outro investidor, o dinheiro deixa de ir para a empresa.

Ele passa simplesmente de um participante do mercado para outro.

A empresa continua existindo normalmente, enquanto suas ações mudam de proprietário ao longo do tempo.

É exatamente isso que acontece todos os dias na Bolsa de Valores.

Milhões de investidores compram e vendem participações em empresas sem que essas companhias recebam diretamente os recursos dessas negociações.

Uma empresa abre capital para captar recursos e crescer.

Depois que suas ações passam a ser negociadas diariamente na Bolsa, a maior parte das operações ocorre entre investidores, e não entre o investidor e a empresa.

Essa diferença entre mercado primário e mercado secundário ajuda a entender como funciona toda a dinâmica do mercado de ações.

Crescer junto com empresas de qualidade

Ao compreender como nasce uma ação, fica mais fácil entender por que tantos investidores escolhem esse tipo de investimento para construir patrimônio.

Ao comprar ações de empresas sólidas, o investidor passa a participar da evolução desses negócios.

Se a companhia cresce, aumenta seus lucros, conquista novos mercados e cria valor ao longo dos anos, existe a possibilidade de que seus acionistas também sejam beneficiados.

Naturalmente, isso não significa que toda empresa terá sucesso.

Algumas prosperam, outras enfrentam dificuldades e algumas desaparecem.

É justamente por isso que escolher empresas de qualidade é uma etapa tão importante — assunto que discutimos em detalhes no primeiro artigo desta série.

Comprar ações não significa apostar que um preço irá subir amanhã.

Significa acreditar que um negócio possui condições de continuar criando valor ao longo do tempo.

Essa é uma diferença sutil, mas que costuma separar o investidor do especulador.

O que é a B3 e por que ela é tão importante?

Como funciona a compra e venda de ações entre investidor, corretora e B3
Fonte: acervo “Paciência&Prosperidade”

Até aqui, vimos que uma empresa pode abrir seu capital e vender parte de suas ações aos investidores.

Mas isso levanta outra pergunta:

Onde essas negociações acontecem?

A resposta é simples: na B3, a Bolsa de Valores oficial do Brasil.

É nela que compradores e vendedores se encontram diariamente para negociar ações, fundos imobiliários, ETFs, contratos futuros, opções e diversos outros ativos financeiros.

Embora muita gente imagine a Bolsa como um enorme salão repleto de pessoas gritando ordens de compra e venda, essa imagem pertence ao passado.

Hoje, quase todas as negociações acontecem de forma totalmente eletrônica.

Milhões de ordens são enviadas todos os dias por investidores de todo o país e processadas em frações de segundo.

Essa evolução tornou o mercado muito mais rápido, eficiente e acessível.

Qualquer pessoa com uma conta em uma corretora pode comprar ou vender ações diretamente pela internet.

Muito mais do que uma Bolsa de Valores

Touro representa a alta das ações no mercado financeiro
Fonte: acervo “Paciência&Prosperidade”

Quando ouvimos falar na B3, normalmente pensamos apenas no local onde ações são negociadas.

Na prática, sua função é muito mais ampla.

Ela atua como uma grande infraestrutura do mercado financeiro brasileiro.

Além de organizar as negociações, a B3 registra operações, realiza a liquidação financeira, controla a custódia dos ativos e garante que compradores e vendedores cumpram suas obrigações.

Sem essa estrutura, seria extremamente difícil manter um mercado seguro e organizado.

Imagine milhares de investidores negociando entre si sem uma instituição responsável por registrar quem comprou, quem vendeu e quem realmente passou a ser o proprietário de cada ativo.

Seria um ambiente extremamente vulnerável a erros e fraudes.

A B3 existe justamente para evitar esse tipo de problema.

De certa forma, ela funciona como um grande sistema de registro e liquidação que oferece segurança para todas as partes envolvidas.

É por isso que muitos profissionais costumam dizer que a Bolsa exerce um papel semelhante ao de um grande “cartório” do mercado financeiro: ela registra, organiza e garante que cada negociação seja concluída corretamente.

Como acontece uma negociação de ações?

Hoje, comprar uma ação é um processo muito mais simples do que muitas pessoas imaginam.

Tudo começa quando o investidor acessa sua conta em uma corretora de valores.

Por meio da plataforma da corretora — normalmente chamada de “Home Broker” — ele escolhe a empresa que deseja comprar, informa a quantidade de ações e define o preço que está disposto a pagar.

Nesse momento, a ordem é enviada para a Bolsa.

Lá, ela passa a procurar outro investidor interessado em vender aquelas mesmas ações.

Quando existe compatibilidade entre comprador e vendedor, o negócio é fechado automaticamente.

Todo esse processo costuma acontecer em poucos segundos.

Na maioria das vezes, o investidor sequer percebe a quantidade de sistemas envolvidos até que a negociação seja concluída.

Por trás de um simples clique existe uma enorme infraestrutura tecnológica funcionando de maneira praticamente invisível.

Na prática

Imagine que João deseja comprar 100 ações de uma empresa por R$ 30 cada.

Ao mesmo tempo, Maria possui exatamente essas 100 ações e aceita vendê-las por esse mesmo preço.

Assim que ambas as ordens chegam à Bolsa, o sistema identifica a compatibilidade entre elas.

A negociação é realizada automaticamente.

João passa a ser proprietário das ações.

Maria recebe o valor correspondente pela venda.

Tudo isso acontece sem que um conheça o outro.

Quem garante a segurança e a organização desse processo é justamente a estrutura da B3.

Oferta e demanda: quem determina o preço das ações?

Uma das maiores curiosidades de quem começa a investir é entender por que o preço das ações sobe e desce todos os dias.

Existe uma resposta simples.

O preço é determinado pelo encontro entre oferta e demanda.

Quando existe um número maior de investidores interessados em comprar determinada ação do que em vendê-la, a tendência é que seu preço suba.

Por outro lado, quando predominam os vendedores e poucos investidores demonstram interesse em comprar, o preço tende a cair.

Não existe uma pessoa escolhendo diariamente quanto cada ação deve valer.

Os preços são formados continuamente pelo próprio mercado.

Esse mecanismo funciona de maneira semelhante ao que acontece em diversos outros mercados.

Imagine um imóvel localizado em uma região muito valorizada.

Se muitas pessoas desejarem comprá-lo, seu preço tende a subir.

Se poucos compradores demonstrarem interesse, provavelmente será necessário reduzir o valor pedido para concretizar a venda.

Com as ações acontece exatamente a mesma lógica.

A diferença é que esse processo ocorre milhares de vezes por segundo.

Preço não é a mesma coisa que valor

Aqui encontramos um dos conceitos mais importantes para qualquer investidor.

Embora o mercado determine diariamente o preço das ações, isso não significa que esse preço represente exatamente o valor da empresa.

Esses dois conceitos são diferentes.

O preço é aquilo que compradores e vendedores estão dispostos a negociar naquele momento.

O valor depende da capacidade da empresa de gerar resultados ao longo do tempo.

Essa distinção é fundamental.

Uma excelente empresa pode atravessar períodos de queda em sua cotação.

Da mesma forma, empresas com fundamentos frágeis podem experimentar fortes altas em determinados momentos.

É justamente por isso que os investidores de longo prazo procuram analisar muito mais do que o preço exibido na tela.

Eles buscam entender a qualidade do negócio que está por trás daquele código de negociação.

Como vimos no artigo sobre Análise Fundamentalista, investir apenas olhando o preço costuma ser um dos erros mais comuns entre iniciantes.

O mercado define o preço. O tempo revela o valor.

No curto prazo, as ações podem oscilar por inúmeros motivos.

No longo prazo, empresas que conseguem crescer de forma consistente tendem a refletir essa evolução em sua geração de riqueza e, frequentemente, também em sua valorização.

A Bolsa existe para aproximar empresas e investidores

Investidores acompanham ações e movimentações do mercado na Bolsa de Valores
Fonte: acervo “Paciência&Prosperidade”

Quando observamos todo esse processo em conjunto, percebemos que a Bolsa de Valores possui uma função muito maior do que simplesmente registrar negociações.

Ela cria um ambiente organizado onde empresas conseguem captar recursos para crescer e investidores podem participar desse crescimento tornando-se seus sócios.

Essa relação beneficia ambos os lados.

As empresas encontram capital para investir.

Os investidores encontram oportunidades para participar da criação de riqueza dessas companhias.

É essa conexão que faz da Bolsa de Valores um dos principais motores do desenvolvimento econômico de um país. Quanto maior o número de empresas saudáveis encontrando recursos para investir, maiores tendem a ser a geração de empregos, a inovação e o crescimento da economia.

Nem todas as ações são iguais

Depois de compreender como funciona a Bolsa de Valores, é hora de conhecer um detalhe que costuma gerar muitas dúvidas entre os investidores iniciantes.

Ao pesquisar empresas listadas na B3, você provavelmente encontrará códigos como:

  • PETR4
  • PETR3
  • BBAS3
  • ITUB4
  • VALE3
  • ABEV3

Afinal, por que algumas empresas possuem códigos terminados em 3, enquanto outras aparecem com o número 4?

E por que algumas empresas possuem apenas um único código?

A resposta está nos diferentes tipos de ações existentes no mercado brasileiro.

Embora todas representem participação em uma empresa, elas podem conferir direitos diferentes aos seus acionistas.

Conhecer essa diferença é importante para entender exatamente o que está sendo adquirido antes de realizar qualquer investimento.

Ações Ordinárias (ON): o direito de participar das decisões

As ações ordinárias, conhecidas pela sigla ON, são aquelas que concedem ao acionista o direito de voto nas assembleias da empresa.

Na prática, isso significa que seus proprietários podem participar de decisões importantes, como a eleição dos membros do Conselho de Administração e a aprovação de determinadas mudanças societárias.

Na B3, as ações ordinárias normalmente são identificadas pelo número 3 ao final do código de negociação.

Alguns exemplos bastante conhecidos são:

  • PETR3
  • VALE3
  • BBAS3
  • ABEV3
  • WEGE3

É importante observar que possuir uma ação ordinária não significa que um pequeno investidor terá influência direta sobre as decisões da companhia.

Na maioria dos casos, quem controla a empresa detém uma quantidade muito superior de ações com direito a voto.

Mesmo assim, esse direito faz parte da natureza das ações ordinárias.

Outro benefício importante associado às ações ON é o Tag Along.

Esse mecanismo protege os acionistas minoritários caso ocorra a venda do controle da empresa.

Em linhas gerais, ele garante que os pequenos investidores tenham o direito de vender suas ações por um preço proporcional ao recebido pelo controlador, respeitados os percentuais previstos na legislação ou no estatuto da companhia.

Embora pareça um detalhe jurídico, trata-se de uma proteção bastante relevante para quem investe pensando no longo prazo.

Ações Preferenciais (PN): prioridade na distribuição de dividendos

As ações preferenciais, identificadas pela sigla PN, normalmente não concedem direito de voto nas assembleias.

Em compensação, costumam oferecer preferência no recebimento de dividendos ou de outros proventos distribuídos pela empresa.

Na Bolsa brasileira, essas ações geralmente são representadas pelo número 4 ao final do código.

Entre os exemplos mais conhecidos estão:

  • PETR4
  • ITUB4
  • BRAP4

Vale destacar que essa preferência não significa necessariamente que o investidor receberá dividendos maiores.

Cada empresa estabelece suas regras dentro dos limites permitidos pela legislação e por seu estatuto social.

Por isso, é sempre importante conhecer as características específicas de cada companhia antes de investir.

Nos últimos anos, muitas empresas passaram a emitir apenas ações ordinárias, reduzindo gradualmente a presença das ações preferenciais no mercado brasileiro.

Essa mudança tornou a estrutura acionária de diversas companhias mais simples e transparente.

Você sabia?

Atualmente, o segmento Novo Mercado da B3 aceita apenas empresas que possuam ações ordinárias.

Essa exigência faz parte de um conjunto de regras de governança corporativa criado para ampliar a transparência, fortalecer os direitos dos acionistas e aproximar o mercado brasileiro das melhores práticas internacionais.

Por esse motivo, muitas empresas que abriram capital nos últimos anos possuem apenas ações terminadas em 3.

O que é governança corporativa?

Sempre que falamos em ações, surge um conceito que merece atenção: governança corporativa.

De forma simples, governança corporativa representa o conjunto de regras, práticas e mecanismos utilizados para administrar uma empresa de maneira ética, transparente e responsável.

Essas práticas procuram equilibrar os interesses de todos os envolvidos: acionistas controladores, investidores minoritários, administradores, colaboradores, clientes e demais participantes do mercado.

Empresas com boa governança costumam divulgar informações de maneira clara, respeitar os direitos dos acionistas e adotar processos que aumentam a confiança dos investidores.

Embora isso não elimine os riscos do investimento, costuma reduzir diversos problemas relacionados à administração das companhias.

É justamente por esse motivo que muitos investidores consideram a qualidade da governança como um dos critérios importantes na seleção de empresas para o longo prazo.

O código da ação revela algumas informações importantes

Outro detalhe que chama bastante atenção de quem está começando são os códigos utilizados pela Bolsa.

Cada empresa possui um identificador composto por quatro letras e um número final.

As quatro letras representam a companhia.

O número indica o tipo de ativo negociado.

Nos casos mais comuns:

CódigoSignificado
Final 3Ação Ordinária (ON)
Final 4Ação Preferencial (PN)
Final 11Normalmente Units ou cotas de alguns fundos negociados em Bolsa*

* Embora o final 11 apareça com frequência em ETFs, Fundos Imobiliários e Units, ele não identifica ações ordinárias ou preferenciais.

Cada categoria possui características próprias, que serão abordadas em artigos específicos desta série.

Com o tempo, esses códigos passam a fazer parte da rotina do investidor.

No início, porém, basta compreender que eles servem para identificar rapidamente o tipo de ativo que está sendo negociado.

Uma ação mais cara significa uma empresa melhor?

Essa é uma das dúvidas mais comuns entre iniciantes.

Imagine duas empresas.

A ação da primeira custa R$ 12.

A da segunda custa R$ 85.

Qual delas vale mais?

A resposta correta é:

Não é possível saber apenas olhando o preço da ação.

O valor de uma empresa depende de diversos fatores, principalmente da quantidade total de ações existentes.

Imagine dois exemplos simplificados:

Empresa A

  • Cada ação vale R$ 100.
  • Existem 1 milhão de ações.

Valor aproximado da empresa:

R$ 100 milhões.

Agora imagine outra companhia.

Empresa B

  • Cada ação vale R$ 20.
  • Existem 20 milhões de ações.

Valor aproximado da empresa:

R$ 400 milhões.

Perceba que, apesar de cada ação custar apenas R$ 20, essa empresa vale quatro vezes mais do que a primeira.

Esse conceito é conhecido como valor de mercado (market capitalization).

Ele é obtido multiplicando-se o preço da ação pelo número total de ações emitidas pela companhia.

Por isso, investidores experientes raramente escolhem empresas apenas porque suas ações parecem “baratas” ou “caras”.

O preço, isoladamente, diz muito pouco.

O que realmente importa é o valor do negócio, sua capacidade de gerar lucros e seu potencial de crescimento ao longo do tempo.

Uma ação de R$ 10 não é necessariamente mais barata do que uma ação de R$ 100.

O preço representa apenas o valor de uma única ação.

Para entender o tamanho de uma empresa, é necessário considerar também a quantidade total de ações existentes e analisar seus fundamentos.

Lote padrão e mercado fracionário: você não precisa ser rico para investir

Durante muitos anos, investir na Bolsa de Valores era visto como algo reservado apenas para pessoas com muito dinheiro.

Essa ideia fazia sentido décadas atrás, quando as negociações eram mais burocráticas, os custos eram elevados e o acesso ao mercado era bastante limitado.

Hoje, essa realidade mudou completamente.

Com a popularização das corretoras digitais e a redução dos custos de negociação, investir em ações tornou-se muito mais acessível.

Ainda assim, existe um conceito que costuma gerar dúvidas entre os iniciantes: o lote padrão.

O que é o lote padrão?

Na B3, as ações normalmente são negociadas em grupos de 100 unidades.

Esse conjunto recebe o nome de lote padrão.

Imagine que determinada ação esteja sendo negociada a R$ 25.

Se você desejar comprar um lote padrão, precisará adquirir 100 ações.

Nesse exemplo, o investimento será de aproximadamente R$ 2.500, além dos custos eventualmente cobrados pela corretora.

Durante muitos anos, essa foi praticamente a única forma de negociar ações.

Hoje, felizmente, existe uma alternativa muito mais acessível.

O mercado fracionário democratizou os investimentos

Para permitir que pequenos investidores também participassem do mercado, foi criado o chamado mercado fracionário.

Nele, não existe a obrigação de comprar um lote de 100 ações.

É possível adquirir praticamente qualquer quantidade.

Uma ação. cinco ações, dez ações, vinte e sete ações, ou qualquer outro número inferior ao lote padrão.

No mercado fracionário, o código da ação recebe a letra F ao final.

Por exemplo:

  • PETR4 → negociação em lote padrão.
  • PETR4F → negociação no mercado fracionário.

Essa pequena letra ampliou significativamente o acesso à Bolsa de Valores.

Hoje, qualquer pessoa pode começar a investir de maneira gradual, respeitando sua realidade financeira.

Na prática

Imagine que uma ação esteja cotada a R$ 48.

Para comprar um lote padrão, você precisaria investir aproximadamente R$ 4.800.

Mas suponha que você disponha de apenas R$ 480.

Isso significa que você não poderá investir?

Não.

No mercado fracionário, você poderá comprar 10 ações, iniciando sua carteira sem precisar esperar anos até acumular recursos suficientes para adquirir um lote completo.

Essa flexibilidade é extremamente importante para quem está começando.

Ela permite que o investidor aprenda na prática, desenvolva disciplina e construa patrimônio de forma gradual.

Liquidez: a facilidade para comprar e vender uma ação

Outro conceito que merece atenção é a liquidez.

Liquidez representa a facilidade com que um ativo pode ser comprado ou vendido pelo preço praticado no mercado.

Empresas muito negociadas costumam apresentar elevada liquidez.

Isso significa que normalmente existem compradores e vendedores disponíveis durante praticamente todo o pregão.

Já ações de empresas menores ou pouco negociadas podem apresentar baixa liquidez.

Nesses casos, encontrar alguém disposto a negociar pelo preço desejado pode levar mais tempo.

Embora o pequeno investidor nem sempre perceba esse detalhe, a liquidez influencia diretamente a facilidade para entrar ou sair de um investimento.

Por esse motivo, muitos investidores preferem concentrar seus estudos em empresas sólidas, amplamente negociadas e com bom volume diário de operações.

A Bolsa não é um cassino. É um mercado de sócios.

Investidores analisam ações e gráficos no mercado de capitais
Fonte: acervo “Paciência&Prosperidade”

Chegamos ao ponto mais importante deste artigo.

Infelizmente, muitas pessoas conhecem a Bolsa de Valores por meio de manchetes sensacionalistas.

Quando o mercado sobe, surgem notícias falando em ganhos extraordinários.

Quando cai, aparecem previsões catastróficas.

Essa abordagem faz muita gente acreditar que investir em ações é semelhante a apostar em um jogo de sorte.

Não é.

A Bolsa de Valores não foi criada para incentivar apostas.

Ela existe para conectar empresas que precisam de recursos a investidores que desejam participar do crescimento dessas empresas.

Quando você compra ações de uma companhia sólida, não está apostando na cor que sairá na próxima rodada.

Está adquirindo uma pequena participação em um negócio real.

Essa diferença muda completamente a forma de investir.

Quem encara a Bolsa como um cassino costuma tomar decisões impulsivas.

Compra porque “todo mundo está comprando”.

Vende porque “o mercado entrou em pânico”.

Corre atrás de boatos.

Tenta prever movimentos de curtíssimo prazo.

Já quem enxerga a Bolsa como um mercado de sócios faz perguntas completamente diferentes.

  • A empresa continua crescendo?
  • O modelo de negócio permanece competitivo?
  • Ela gera lucros de forma consistente?
  • O endividamento está sob controle?
  • A administração inspira confiança?

Perceba que essas perguntas são muito mais próximas daquelas que um empresário faria antes de comprar uma empresa do que de alguém tentando acertar o resultado de uma aposta.

Essa mudança de mentalidade costuma marcar o início da maturidade do investidor.

Uma reflexão importante

Imagine duas pessoas comprando exatamente a mesma ação.

A primeira acompanha a cotação a cada cinco minutos.

Qualquer pequena queda gera ansiedade e qualquer pequena alta provoca euforia.

A segunda também observa o mercado.

Mas dedica muito mais tempo para entender a empresa do que para acompanhar as oscilações do preço.

Qual dos dois investidores possui maior probabilidade de tomar decisões racionais ao longo dos anos?

A resposta parece evidente.

É exatamente por isso que investidores de longo prazo estudam empresas antes de estudar gráficos.

E, mesmo aqueles que utilizam a Análise Técnica para definir o momento da entrada — como veremos ao longo desta série — costumam obter melhores resultados quando escolhem empresas de qualidade para compor suas carteiras.

O gráfico pode ajudar a decidir quando comprar.

Mas dificilmente responderá o que comprar.

Essas duas análises não competem entre si.

Ao contrário, podem se complementar.

A Bolsa de Valores não foi criada para transformar investidores em apostadores.

Ela existe para aproximar empresas que precisam de capital de investidores que desejam se tornar seus sócios.

Quanto antes você compreender essa diferença, maiores serão as chances de desenvolver uma postura disciplinada e consistente diante do mercado.

As ações são o ponto de partida de toda a jornada do investidor

Ao longo deste artigo, vimos que investir em ações é muito mais do que comprar um código exibido na tela de uma corretora.

Cada ação representa uma pequena participação em uma empresa real, que produz bens, presta serviços, gera empregos, paga impostos, investe em inovação e busca crescer ao longo do tempo.

Compreender esse conceito muda completamente a forma de enxergar a Bolsa de Valores.

Quem compra ações acreditando que está apenas negociando preços costuma viver refém das oscilações diárias do mercado.

Já quem entende que está adquirindo participação em um negócio passa a concentrar sua atenção naquilo que realmente importa: a qualidade da empresa.

Essa mudança de mentalidade é um dos primeiros passos para investir de maneira mais consciente e disciplinada.

Tudo o que você aprenderá daqui para frente depende deste conhecimento

Este artigo ocupa uma posição especial dentro da série “Paciência & Prosperidade”.

Ele não foi escrito apenas para explicar o que são ações.

Sua missão é construir a base sobre a qual todos os próximos conteúdos serão desenvolvidos.

Quando estudarmos dividendos, estaremos falando sobre empresas que distribuem parte de seus lucros aos acionistas.

Quando abordarmos Análise Fundamentalista, estaremos aprendendo a avaliar a qualidade dessas empresas.

Ao estudar Análise Técnica, utilizaremos os gráficos para identificar momentos mais favoráveis para comprar ou vender essas ações.

Mais adiante, quando entrarmos no universo das opções, veremos que elas existem justamente porque há uma ação servindo como ativo-objeto de cada contrato.

Em outras palavras, praticamente tudo o que acontece na Bolsa gira em torno das ações.

Elas são o elo entre investidores, empresas e mercado.

Por isso, compreender seu funcionamento não é apenas importante.

É indispensável.

Um bom investidor começa pelas perguntas certas

Existe uma tendência natural de quem está começando no mercado financeiro.

A maioria das pessoas faz perguntas como:

  • Qual ação vai subir amanhã?
  • Qual empresa pode dobrar de valor?
  • Onde consigo ganhar dinheiro mais rápido?

Embora essas perguntas sejam compreensíveis, elas normalmente conduzem a decisões impulsivas.

Investidores experientes costumam inverter completamente essa lógica.

Antes de pensar no preço da ação, procuram entender a empresa.

Perguntam, por exemplo:

  • O negócio faz sentido?
  • A empresa possui vantagens competitivas?
  • Ela apresenta lucros consistentes?
  • Sua gestão transmite confiança?
  • Existe potencial de crescimento para os próximos anos?

Perceba que essas perguntas não procuram prever o comportamento do mercado amanhã.

Elas procuram compreender a capacidade da empresa de gerar valor ao longo do tempo.

É exatamente essa mudança de foco que costuma diferenciar quem investe de quem apenas especula.

Checklist: o que você aprendeu neste artigo?

Antes de seguir para os próximos temas da série, vale a pena revisar os principais conceitos apresentados.

✔ Você aprendeu que uma ação representa uma pequena participação em uma empresa.

✔ Entendeu por que empresas decidem abrir seu capital e captar recursos por meio da Bolsa de Valores.

✔ Conheceu o funcionamento básico do IPO.

✔ Descobriu a diferença entre mercado primário e mercado secundário.

✔ Compreendeu o papel da B3 na organização e segurança das negociações.

✔ Aprendeu como compradores e vendedores se encontram por meio das corretoras.

✔ Entendeu que preço e valor não significam a mesma coisa.

✔ Conheceu as diferenças entre ações ordinárias (ON) e preferenciais (PN).

✔ Descobriu o que é Tag Along e por que a governança corporativa é importante.

✔ Aprendeu como funciona o lote padrão e o mercado fracionário.

✔ Entendeu o conceito de liquidez.

✔ Descobriu que investir em ações significa tornar-se sócio de empresas e não simplesmente comprar “papéis”.

Se todos esses conceitos ficaram claros, você já possui uma excelente base para avançar nos próximos conteúdos.

Os próximos passos da sua jornada

Conhecer o funcionamento das ações é apenas o começo.

O verdadeiro desafio está em aprender a selecionar empresas de qualidade, compreender seus resultados financeiros e identificar momentos mais favoráveis para investir.

Foi exatamente por isso que estruturamos esta série de artigos em uma sequência lógica.

Cada novo conteúdo complementa o anterior, formando uma trilha de aprendizado.

Nos próximos artigos, aprofundaremos temas como dividendos, opções, gestão de risco e estratégias utilizadas por investidores de longo prazo.

Nosso objetivo não é ensinar fórmulas mágicas nem prometer ganhos rápidos.

Queremos construir conhecimento sólido, capaz de ajudá-lo a tomar decisões mais conscientes ao longo de toda a sua vida como investidor.

Afinal, patrimônio não costuma ser construído em poucos dias. Ele normalmente é resultado de boas decisões repetidas durante muitos anos.

Conclusão

Existe uma frase bastante conhecida no mercado financeiro:

“Invista naquilo que você entende.”

Depois da leitura deste artigo, esperamos que as ações deixem de ser apenas códigos misteriosos negociados na Bolsa de Valores.

Agora você sabe que elas representam participação em empresas reais.

Sabe por que essas empresas existem.

Como captam recursos, como chegam à Bolsa e como são negociadas.

E por que tantos investidores dedicam tanto tempo estudando seus negócios antes de investir.

Nos próximos capítulos desta jornada, veremos como transformar esse conhecimento em decisões cada vez mais fundamentadas.

Porque investir bem não depende apenas de encontrar boas oportunidades.

Depende, principalmente, de compreender profundamente aquilo em que você está investindo.

E toda essa jornada começa exatamente aqui: entendendo o que são ações.

Leitura recomendada

Se este é o seu primeiro contato com o “Paciência & Prosperidade”, recomendamos a leitura dos artigos anteriores, que complementam o conteúdo apresentado aqui:

Juntos, esses artigos formam a base necessária para compreender os próximos temas da série e desenvolver uma visão mais completa do mercado financeiro.

Além dos artigos, recomendo também que você leia “Ações Comuns, Lucros Extraordinários — Philip Fisher”.

Principais aprendizados deste artigo

✓Ação representa participação em uma empresa, e não apenas um ativo financeiro.

✓ Empresas abrem capital para captar recursos e financiar seu crescimento.

✓ A B3 organiza e garante a segurança das negociações no mercado brasileiro.

✓ Preço de uma ação não é sinônimo de valor da empresa.

✓ Investir é tornar-se sócio de negócios reais, e não apostar na direção do mercado.

✓ Compreender esses conceitos é o primeiro passo para construir patrimônio com consistência.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Share with

Rolar para cima